O rastreio cognitivo mais aplicado no mundo. Avalia orientação, memória, atenção, linguagem e habilidade visuoconstrutiva em cerca de dez minutos, com pontuação de 0 a 30.
Pontuação e interpretação automáticas, no navegador. Nenhum dado sai do seu dispositivo.
Os domínios avaliados são orientação temporal e espacial, registro, atenção e cálculo, memória de evocação, linguagem (nomeação, repetição, comando, leitura, escrita) e habilidade construtiva.
É um instrumento de rastreio, não de diagnóstico nem de avaliação neuropsicológica. Ele indica que há alteração cognitiva provável, sem dizer qual é o perfil nem a causa.
A pontuação máxima é 30. O ponto crítico é que o desempenho depende fortemente da escolaridade — aplicar um corte único produz falso-positivos em pessoas com baixa escolaridade e falso-negativos em pessoas com alta.
Os cortes brasileiros de Brucki (2003) ajustam por anos de estudo: analfabetos 20 · 1 a 4 anos 25 · 5 a 8 anos 26,5 · 9 a 11 anos 28 · mais de 11 anos 29. A ferramenta aplica o corte correspondente automaticamente.
Escore abaixo do corte para a escolaridade indica necessidade de investigação, não demência. Delirium, depressão, déficit sensorial não corrigido, medicação sedativa e baixa alfabetização produzem escores baixos sem doença neurodegenerativa.
Ao reaplicar o instrumento, duas perguntas diferentes precisam de resposta: a mudança é real (ultrapassa o erro de medição do teste) e ela importa (é grande o suficiente para fazer diferença para o paciente)?
| Métrica | Limiar | Selo | Fonte |
|---|---|---|---|
| Escore total | 3 pts | ✓ Mudança real | Muir 2024 · reavaliação de curto prazo |
Os limiares de mudança variam conforme a condição do paciente. Na ferramenta, um seletor no relatório longitudinal ajusta o valor aplicado.
| População | Limiar | Selo |
|---|---|---|
| Anual / demência (declínio esperado) | 5 pts | ✓ Mudança real |
O relatório longitudinal aplica esses limiares automaticamente e exibe um selo quando a variação os ultrapassa. O critério completo está no manual do usuário.
Folstein MF, Folstein SE, McHugh PR. "Mini-mental state": a practical method for grading the cognitive state of patients for the clinician. J Psychiatr Res. 1975;12(3):189–98. doi:10.1016/0022-3956(75)90026-6
Brucki SMD, Nitrini R, Caramelli P, Bertolucci PHF, Okamoto IH. Sugestões para o uso do mini-exame do estado mental no Brasil. Arq Neuropsiquiatr. 2003;61(3-B):777–81. doi:10.1590/S0004-282X2003000500014
Muir RT, Hill MD, Black SE, Smith EE. Minimal clinically important difference in Alzheimer's disease: rapid review. Alzheimers Dement. 2024;20:3352. doi:10.1002/alz.13770
Abzhandadze T, Hoang MT, Bao X, et al. Thresholds for meaningful change in Mini-Mental State Examination scores in rare dementias. Alzheimers Res Ther. 2026;18:165. doi:10.1186/s13195-026-02136-y