Pede que a pessoa escolha um número de 0 a 10 para representar a intensidade da sua dor neste momento, em que 0 é ausência de dor e 10 a pior dor imaginável. É a escala de dor mais usada no mundo — rápida, compreensível e aplicável até por telefone.
Pontuação e interpretação automáticas, no navegador. Nenhum dado sai do seu dispositivo.
A END mede apenas a intensidade da dor — uma das várias dimensões da experiência dolorosa. Ela não captura qualidade, localização, impacto funcional nem sofrimento associado, e um mesmo número pode significar coisas muito diferentes entre pessoas.
Sua força está na repetição: como exige pouco esforço cognitivo, pode ser aplicada com frequência, o que a torna adequada para acompanhar a resposta a uma intervenção ao longo de dias ou semanas.
Pergunte pela intensidade da dor neste momento (ou num período definido, desde que mantido igual nas reavaliações) e registre o número escolhido, de 0 a 10. Evite sugerir valores ou interpretar a resposta.
As faixas usualmente adotadas são: 0 sem dor · 1–3 leve · 4–6 moderada · 7–9 intensa · 10 máxima. São descritivas, não diagnósticas.
A leitura clinicamente útil é a variação percentual em relação ao valor inicial, e não a diferença em pontos. Uma queda de 2 pontos significa muito mais para quem partiu de 4 do que para quem partiu de 9.
Ao reaplicar o instrumento, duas perguntas diferentes precisam de resposta: a mudança é real (ultrapassa o erro de medição do teste) e ela importa (é grande o suficiente para fazer diferença para o paciente)?
| Limiar | Selo | Fonte |
|---|---|---|
| 30% | ✓ DMCS | Farrar 2001 · dor crônica |
O limiar é relativo, e não absoluto, justamente porque a mesma diferença em pontos tem peso diferente conforme o ponto de partida. Uma redução de 30% ou mais corresponde, na percepção do próprio paciente, a uma melhora importante.
O relatório longitudinal aplica esses limiares automaticamente e exibe um selo quando a variação os ultrapassa. O critério completo está no manual do usuário.
Farrar JT, Young JP Jr, LaMoreaux L, Werth JL, Poole RM. Clinical importance of changes in chronic pain intensity measured on an 11-point numerical pain rating scale. Pain. 2001;94(2):149–58. doi:10.1016/S0304-3959(01)00349-9
Ferreira-Valente MA, Pais-Ribeiro JL, Jensen MP. Validity of four pain intensity rating scales. Pain. 2011;152(10):2399–404. doi:10.1016/j.pain.2011.07.005