Mede o quanto a pessoa acredita que atividade física e trabalho causam ou agravam sua dor. Essas crenças predizem incapacidade e afastamento do trabalho melhor do que a própria intensidade da dor — e são modificáveis.
Pontuação e interpretação automáticas, no navegador. Nenhum dado sai do seu dispositivo.
São duas subescalas independentes. A de atividade física (4 itens, 0–24) capta a crença de que movimentar-se piora a dor. A de trabalho (7 itens, 0–42) capta a crença de que o trabalho causou a dor e de que retornar seria prejudicial.
A subescala de trabalho costuma ser a mais preditiva de afastamento prolongado — em muitos estudos, mais do que achados de imagem ou intensidade relatada.
Cada item é respondido de 0 (discordo completamente) a 6 (concordo completamente). As duas subescalas são somadas separadamente e não devem ser combinadas num total único.
A subescala de trabalho pode não se aplicar a pessoas fora do mercado de trabalho — registre quando for o caso, em vez de forçar respostas.
Escores mais altos indicam crenças de medo-evitação mais intensas. Um corte frequentemente citado para a subescala de trabalho é > 34, associado a menor probabilidade de retorno ao trabalho, mas ele varia entre populações e deve ser usado como sinalização.
Ao reaplicar o instrumento, duas perguntas diferentes precisam de resposta: a mudança é real (ultrapassa o erro de medição do teste) e ela importa (é grande o suficiente para fazer diferença para o paciente)?
| Métrica | Limiar | Selo | Fonte |
|---|---|---|---|
| Atividade física | 4 pts | ✓ DMCS | Monticone 2020 · lombalgia crônica |
| Trabalho | 7 pts | ✓ DMCS | Monticone 2020 · lombalgia crônica |
O relatório longitudinal aplica esses limiares automaticamente e exibe um selo quando a variação os ultrapassa. O critério completo está no manual do usuário.
Waddell G, Newton M, Henderson I, Somerville D, Main CJ. A Fear-Avoidance Beliefs Questionnaire (FABQ) and the role of fear-avoidance beliefs in chronic low back pain and disability. Pain. 1993;52(2):157–68. doi:10.1016/0304-3959(93)90127-B
Abreu AM, Faria CDCM, Cardoso SMV, Teixeira-Salmela LF. Versão brasileira do Fear Avoidance Beliefs Questionnaire. Cad Saude Publica. 2008;24(3):615–23. doi:10.1590/S0102-311X2008000300015
Monticone M, Frigau L, Vernon H, et al. Reliability, responsiveness and minimal clinically important difference of the two Fear Avoidance and Beliefs Questionnaire scales in Italian subjects with chronic low back pain undergoing multidisciplinary rehabilitation. Eur J Phys Rehabil Med. 2020;56(5):600–6. doi:10.23736/S1973-9087.20.06158-4