Separa três estados emocionais que costumam ser confundidos entre si: humor deprimido, ansiedade fisiológica e tensão/estresse persistente. Essa distinção é o que diferencia o DASS-21 de instrumentos de rastreio unidimensionais.
Pontuação e interpretação automáticas, no navegador. Nenhum dado sai do seu dispositivo.
Sete itens para cada subescala. Depressão foca em desânimo, anedonia e desvalorização; ansiedade em ativação autonômica e medo situacional; estresse em irritabilidade, tensão e dificuldade de relaxar.
A subescala de estresse é a menos comum em outros instrumentos e frequentemente a mais alta — captar tensão persistente sem transtorno estabelecido é justamente onde o DASS-21 acrescenta informação.
Cada item vai de 0 a 3, referindo-se à última semana. Some os sete itens de cada subescala e multiplique o resultado por 2 — o DASS-21 é a forma reduzida do DASS-42, e a multiplicação torna os valores comparáveis à escala original de 0 a 42. A ferramenta faz isso automaticamente.
Faixas (após a multiplicação): depressão normal 0–9, leve 10–13, moderada 14–20, grave 21–27, extremamente grave 28+ · ansiedade 0–7, 8–9, 10–14, 15–19, 20+ · estresse 0–14, 15–18, 19–25, 26–33, 34+.
Leia o perfil entre as três subescalas, não apenas os valores isolados. Estresse alto com depressão normal sugere sobrecarga e demanda excessiva; depressão alta com estresse baixo sugere quadro mais estabelecido e menos reativo.
Ao reaplicar o instrumento, duas perguntas diferentes precisam de resposta: a mudança é real (ultrapassa o erro de medição do teste) e ela importa (é grande o suficiente para fazer diferença para o paciente)?
| Métrica | Limiar | Selo | Fonte |
|---|---|---|---|
| Depressão | 5 pts | ✓ Mudança real | Ruwaard 2012 · adultos |
| Estresse | 7 pts | ✓ Mudança real | Ruwaard 2012 · adultos |
Os limiares de mudança variam conforme a condição do paciente. Na ferramenta, um seletor no relatório longitudinal ajusta o valor aplicado.
| População | Limiar | Selo |
|---|---|---|
| DPOC / reabilitação pulmonar | 5 pts | ✓ DMCS |
O relatório longitudinal aplica esses limiares automaticamente e exibe um selo quando a variação os ultrapassa. O critério completo está no manual do usuário.
Lovibond PF, Lovibond SH. The structure of negative emotional states: comparison of the Depression Anxiety Stress Scales (DASS) with the Beck Depression and Anxiety Inventories. Behav Res Ther. 1995;33(3):335–43. doi:10.1016/0005-7967(94)00075-U
Vignola RCB, Tucci AM. Adaptation and validation of the Depression, Anxiety and Stress Scale (DASS) to Brazilian Portuguese. J Affect Disord. 2014;155:104–9. doi:10.1016/j.jad.2013.10.031
Ruwaard J, Lange A, Schrieken B, Dolan CV, Emmelkamp P. The effectiveness of online cognitive behavioral treatment in routine clinical practice. PLoS ONE. 2012;7(7):e40089. doi:10.1371/journal.pone.0040089