Mede a distância que a pessoa consegue percorrer, caminhando em ritmo próprio, durante seis minutos. É um teste submáximo de capacidade funcional — reflete o que o paciente faz no dia a dia melhor do que um teste de esforço máximo em laboratório.
Pontuação e interpretação automáticas, no navegador. Nenhum dado sai do seu dispositivo.
O TC6 integra numa medida só a resposta cardiovascular, respiratória, muscular e a tolerância ao esforço. É por isso que ele é sensível em condições muito diferentes entre si — DPOC, insuficiência cardíaca, hipertensão pulmonar, doenças neuromusculares — e também por isso que uma distância baixa não aponta a causa.
A ferramenta registra também frequência cardíaca, saturação e percepção de esforço (Borg) antes e depois, além de paradas e uso de oxigênio. Esses dados mudam a leitura: a mesma distância com dessaturação importante significa algo diferente de uma caminhada estável.
Corredor plano, reto e pouco movimentado, idealmente de 30 metros, com cones nas extremidades. A pessoa caminha o mais longe que conseguir em seis minutos, podendo desacelerar ou parar para descansar — sem que o cronômetro pare. Use apenas as frases de incentivo padronizadas, a cada minuto.
O resultado é a distância total em metros. Corredores mais curtos que 30 m tendem a reduzir a distância por causa do número maior de giros; registre o comprimento usado e mantenha-o igual nas reavaliações.
A distância isolada diz pouco sem uma referência. Compare com o previsto para idade, sexo, altura e peso — para a população brasileira existem equações específicas (Britto 2013) — e, sobretudo, com o próprio paciente ao longo do tempo.
Nas reavaliações, mantenha tudo constante: mesmo corredor, mesmo horário, mesma medicação, mesmo uso ou não de oxigênio suplementar. Diferenças nessas condições produzem variações maiores que o efeito da maioria dos tratamentos.
Ao reaplicar o instrumento, duas perguntas diferentes precisam de resposta: a mudança é real (ultrapassa o erro de medição do teste) e ela importa (é grande o suficiente para fazer diferença para o paciente)?
| Métrica | Limiar | Selo | Fonte |
|---|---|---|---|
| Distância percorrida | 26 m | ✓ DMCS | Daynes 2025 · meta-análise, condições crônicas |
Os limiares de mudança variam conforme a condição do paciente. Na ferramenta, um seletor no relatório longitudinal ajusta o valor aplicado.
| População | Limiar | Selo |
|---|---|---|
| Cardíaco / IC | 23 m | ✓ DMCS |
| Respiratório (DPOC/PI) | 25 m | ✓ DMCS |
| Hipertensão pulmonar | 33 m | ✓ DMCS |
| Neurológico / MSK | 37 m | ✓ DMCS |
O relatório longitudinal aplica esses limiares automaticamente e exibe um selo quando a variação os ultrapassa. O critério completo está no manual do usuário.
ATS Committee on Proficiency Standards for Clinical Pulmonary Function Laboratories. ATS statement: guidelines for the six-minute walk test. Am J Respir Crit Care Med. 2002;166(1):111–7. doi:10.1164/ajrccm.166.1.at1102
Britto RR, Probst VS, Andrade AF, et al. Reference equations for the six-minute walk distance based on a Brazilian multicenter study. Braz J Phys Ther. 2013;17(6):556–63. doi:10.1590/S1413-35552012005000122
Daynes E, Barker RE, Jones AV, et al. Determining the minimum important differences for field walking tests in adults with long-term conditions: a systematic review and meta-analysis. Eur Respir Rev. 2025. doi:10.1183/16000617.0198-2024
Mathai SC, Puhan MA, Lam D, Wise RA. The minimal important difference in the 6-minute walk test for patients with pulmonary arterial hypertension. Am J Respir Crit Care Med. 2012;186:428–33. doi:10.1164/rccm.201203-0480OC